O que decide, na prática, o custo da sua obra
O que decide, na prática,
o custo da sua obra
01
O terreno e as fundações
Solo, declive e vizinhança decidem o tipo de fundação — e a fundação é a parte que não se vê nem se negocia depois. É também a maior fonte de imprevisto em obras que começaram sem estudo do solo.
02
A área e a implantação
Área construída, número de pisos e forma da planta. Uma planta com muitos recantos e cantos consome mais estrutura, mais cobertura e mais mão-de-obra do que a mesma área num volume simples.
03
A solução estrutural
Betão armado, estrutura metálica ou alvenaria estrutural resolvem o mesmo problema com custos, prazos e vãos diferentes. A escolha certa depende do vão que precisa e do que existe no mercado na altura.
04
A cobertura
Tipo de cobertura, isolamento térmico e águas pluviais. Em Luanda, uma cobertura mal resolvida paga-se duas vezes: na obra e na reparação.
05
O nível de acabamentos
É aqui que dois orçamentos da mesma casa mais divergem. Revestimentos, carpintaria, louças, vidros e serralharia existem em gamas muito diferentes — e a diferença não é cosmética: muda a durabilidade.
06
As instalações técnicas
Água, esgotos, eletricidade, e preparação para gerador ou painéis solares. Instalações pensadas no projeto custam menos do que instalações abertas depois da casa pronta.
07
Acessos e logística
Onde a obra está e como se chega lá com betão, ferro e material. Um acesso difícil muda o custo do transporte e o tempo de cada tarefa — todos os dias.
08
Projeto, licenciamento e fiscalização
Projeto assinado por profissionais inscritos nas ordens, licenciamento na Administração Municipal e fiscalização durante a obra. São custos que existem sempre — a diferença é se estão escritos no orçamento ou se aparecem a meio.